Consumo de água

Consumo de água

O consumo de água irresponsável está fazendo com que esse recurso se torne cada vez mais raro, não só no Brasil, mas no mundo todo.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Programa de Avaliação Mundial da Água, a falta de água já afeta quase todos os continentes e mais de 40% das pessoas em nosso planeta. E se nada mudar nas próximas décadas, cerca de 45% de toda a riqueza global será produzida em regiões sujeitas ao estresse hídrico.

 

A escassez de água no Brasil

O Brasil detém sozinho 16% do total de reservas de água doce do planeta, além do maior rio e o maior aquífero subterrâneo do mundo, e ainda assim, regiões em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais estão sofrendo com a crise hídrica no país. Isso sem falar no nordeste, que já sofre com essa realidade há anos.

Para muitos especialistas o maior causador desse problema é o mau gerenciamento. “Sem planejamento não há proteção de nascentes nem dos reservatórios naturais. Isso custa caro para as companhias e para a sociedade, pois depois será preciso despoluir a água ou trazê-la de outro lugar”, diz a coordenadora do Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água, Claudia Albuquerque.

O crescimento desordenado e o desperdício desenfreado também contribuem com a escassez de água. E se já é difícil garantir a economia de água da rede pública, na casa de cada consumidor é praticamente impossível de controlar.

A falta de chuvas também contribui, mas não é a principal responsável pela escassez de água.  Afinal, diversas regiões do mundo sofrem com secas e, ainda assim, conseguem garantir o abastecimento de água para a população. Mas como isso é possível?

 

A escassez de água em outras regiões do mundo

Se te perguntarem um lugar do mundo que chove pouco ou quase nunca chove você certamente pensará no deserto, não é mesmo? E como essas regiões fazem para lidar com a falta de chuvas? Parece mentira, mas pode acreditar, no deserto tem água.

O deserto do Atacama, no Chile, é o deserto mais alto e árido da terra. Por estar a mais de 2 mil metros acima do nível do mar, as nuvens formadas no litoral nunca chegam até ele. A consequência disso? Raramente chove. Para garantir o acesso à água, a população da região usa redes para captar gotas de neblina. Quando essas gotas caem vão para uma caixa que é responsável por abastecer a região.

Em Dubai, nos Emirados Árabes, a população também fica tempos sem ver uma gota de chuva. Mas sem água ninguém fica. A cidade é adepta da dessalinização, o processo de retirar os sais minerais da água do mar. Uma das técnicas mais garantidas para obter o recurso, já que a água do mar é uma fonte inesgotável.

A dessalinização também é uma das estratégias utilizada por Israel. O país chega a enfrentar até 9 meses de seca por ano, mas nunca fica sem água. As 50 usinas construídas respondem por quase 40% da água que sua população consome. Além disso, Israel reaproveita quase 90% do esgoto para irrigação e recuperação de rios. Isso sem falar nos poços, que chegam a três quilômetros de profundidade e levam a água para as torneiras.

E sobra água até para plantar no deserto. A produção agrícola em Israel é feita com o controle de irrigação por gotejamento, onde tubos de plástico são colocados sobre a terra, e através deles sai a água. Nesse sistema, desenvolvido em Israel mesmo, na década de 60, a economia de água chega a 30%. Atualmente, essa agricultura é prioritariamente voltada para a fruticultura de gotejamento e cultura de pesquisa para exportação.

Outra técnica utilizada em Israel é a chamada fertirrigação. A água é totalmente aproveitada e os fertilizantes não contaminam o solo, por serem utilizados dentro da própria água.

Algumas regiões do mundo, que estão acostumadas com a chuva, também tiveram que se adaptar a falta dela, como foi o caso da Inglaterra, que há três anos passou por uma seca rigorosa. Além dos investimentos em campanhas de conscientização, financiadas pelo governo e por setores privados, a maior parte da água consumida vinha de reservatórios subterrâneos e rios interligados. Sempre que o nível de um rio cai, entra em vigor a proibição do uso da mangueira. Quem desrespeita a medida recebe primeiro uma advertência e, se insistir, uma multa de até R$ 4 mil.

Os consumidores também recebem ajuda da companhia de abastecimento de água que oferece aparelhos como regulador para chuveiro, pia e até descarga, e são instalados nas casas gratuitamente.

Essas são medidas práticas que algumas regiões do mundo implantaram para reduzir o desperdício, as contas d’agua e de energia e para garantir o abastecimento de água para a população.

Mesmo que a sua região não esteja passando por uma crise hídrica, a importância da água e de seu consumo consciente deve ser uma preocupação frequente. É importante lembrar sempre: o desperdício constante, pode causar o fim do recurso.

Por isso, para economizar água em casa feche bem as torneiras, regule a descarga do banheiro, tome banhos curtos, não gaste água lavando carro ou calçadas, reutilize a água para diversas atividades, não jogue lixo em rios e lagos, respeite as regiões de mananciais.

A Trisoft e a água

Trisoft tem uma vasta gama de produtos feitos a partir da lã de PET e que não utiliza uma gota d’água durante o processo de fabricação. Eles servem de base para a produção de travesseiros e protetores, mantas e fibras, isolamento termoacústico e não tecidos agulhados. Alguns exemplos de utilização dos produtos da Trisoft você pode encontrar em protetores de colchão,  travesseiros, calandrado para indústria calçadista, carpetes automobilísticos,  filtragens, entretelas, subcoberturas de telhados industriais, comerciais e residenciais,  entre outros. Há de se destacar também o patenteado sistema PETFOM que substitui a espuma dos colchões e sofás pela lã de PET que não oxida, não mofa e mantém excelente desempenho em resiliência por muito mais tempo.

Há mais de 30 anos, a Trisoft já havia se transformado pensando no futuro das próximas gerações.

E você já pensou em transformar seus ideais em atitudes?