arquitetura em 2018

9 obras que marcaram a arquitetura em 2018 no Brasil e no Mundo

Sustentabilidade e ousadia resumem bem o que foi destaque na arquitetura em 2018. Confira o que de melhor os arquitetos entregaram pelos quatro cantos do mundo

Sustentabilidade e ousadia. Essas duas palavras resumem bem a arquitetura em 2018. Pelos quatro cantos do mundo, o que não faltaram foram projetos que deram nova vida a materiais, que evidenciaram tradições locais, que romperam o limite do que se conhecia por alto e que apresentaram novas propostas estéticas e de conexão com a natureza.

Confira na seleção de HAUS/Gazeta do Povo nove dessas obras que marcaram o que se produziu na arquitetura em 2018.

A vez dos contêineres

Foto: reprodução/Sothebys

Não é novidade que os contêineres chegaram para ficar quando o assunto é construção civil e reaproveitamento de materiais. Mas uma casa construída na Califórnia, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, deu o que falar em 2018. Assinada pelo arquiteto Adam Kalkin, o imóvel foi avaliado em 875 mil dólares — cerca de R$ 3,4 milhões.

Foto: reprodução/Sothebys

Composta por diversos contêineres soldados, a casa mede 370 m² e conta com quatro quartos e três banheiros, e serviu de moradia do arquiteto, que apostou na estética modernista e industrial do material.

Queda d’água

Apresentar uma arquitetura inusitada foi a aposta da construtora Guizhou Ludiya Property Management para diferenciar seu mais novo empreendimento, construído em Guiyang, na região sudoeste da China. Para isso, a empresa instalou uma cachoeira de 108 metros de altura na fachada do edifício Lieban International Plaza, e fez dela a maior cascata artificial já criada pelo homem.

Foto: Imagine China

Para que a cascata funcione, é necessário o acionamento de quatro bombas, o que faz com que o mecanismo tenha custo estimado de 100 dólares por hora de uso (cerca de R$ 370). Desta forma, a inovação só é utilizada em ocasiões especiais.

Na rocha

Fotos: Reprodução JADE+QA

A união entre arquitetura e natureza costuma resultar em projetos icônicos e admiráveis por diferentes motivos. No caso do projeto do Shimao Wonderland Intercontinental Hotel, o que chama a atenção é a decisão do arquiteto britânico Martin Jochman em aproveitar a depressão natural do terreno onde o complexo foi construído, que havia abrigado a pedreira Shenkeng, para encrustar o prédio à rocha e alterar o mínimo possível a paisagem do local, mantendo a visão dos parques da região.

Fotos: Reprodução JADE+QA

Assim, ao invés de uma tradicional torre, o empreendimento está afundado na terra, no que Jochman chama de “um arranha-céu de cabeça para baixo”, com 18 andares, 333 quartos e 127 vagas de garagem.

Arte + Arquitetura

Fotos: Ossip Van Duivenbode/Reprodução/ArchDaily

Um prédio que parece saído de um desenho animado. Este é o The Imprint, novo centro cultural de Seul, na Coreia do Sul. Assinado pelo renomado escritório holandês MVRDV, o complexo é composto por dois edifícios que recebem uma discoteca e um parque temático coberto. Até aí, nenhuma novidade. Mas basta olhar para suas fachadas para se entender que não se tratam de prédios comuns.

Fotos: Ossip Van Duivenbode/Reprodução/ArchDaily

Com implantação distorcida e que transmite a ideia de movimento, elas trazem “dobras” em seus acessos, como se fossem cortinas levantadas com as mãos. Os edifícios também não contam com nenhuma janela e reproduzem em suas paredes externas as fachadas dos prédios vizinhos, impressas em baixo relevo.

Sustentabilidade

Fotos: Divulgação

Construída na cidade de Kachumbala, em Uganda, a maternidade assinada pelo HKS Architects é mais do que uma edificação, trata-se de uma iniciativa transformadora. Com 275 m², a maternidade foi construída de forma a usar a potencialidade solar da região para gerar energia por meio de painéis solares. Além disso, há coleta e armazenamento de água da chuva, o que cria uma situação de autossuficiência para o local, que carece de água limpa e eletricidade.

Fotos: Divulgação

Para o desenvolvimento do projeto, a equipe ainda envolveu a população local tanto na concepção quanto na execução da obra. Assim, foram utilizadas estruturas vazadas de terracota (semelhantes aos cobogós), que são elementos da arquitetura local, e os tijolos foram feitos à mão no local pelos populares.

Templo de fé

Foto: Ivan Yoshio Hayashi/ Divulgação

Um grande castelo medieval vem mudando a paisagem da região de Ribeirão Morangueiro, em Maringá, no Paraná. Erguida pela associação religiosa Arautos do Evangelho, a construção em estilo gótico abrigará um mosteiro com área total de 3.433 m².

Foto: Wilian Masiero Mostaço/ Divulgação

O projeto, assinado pelo arquiteto e urbanista paulistano Daniel Aguiar e Souza, inclui ainda uma capela principal, onde serão realizadas missas diárias, auditório, biblioteca particular, refeitório e alojamento para cerca de 20 religiosos residentes.

Nas alturas

Foto: Reprodução / Lakhta Center

Com 87 andares e 462 metros de altura, o Lakhta Center passou a figurar como o prédio mais alto da Europa. Construída em São Petersburgo, na Rússia, a torre tem mais de 400 mil m², foi projetada pela empresa de arquitetura RMJM (com a equipe de criação liderada por Tony Kettle) e assumiu o posto de segundo arranha-céu torcido mais alto do mundo, depois da Shanghai Tower.

Foto: Reprodução / Lakhta Center

A ocupação do prédio se dará em grande parte pelos escritórios da Gazprom PJSC, a companhia de gás da Rússia. A torre ainda conta com plataforma de observação a 360 metros de altura, restaurante com vista panorâmica, sala de concertos e áreas que funcionarão como praças públicas.

Lobby de ouro

Fotos: Divulgação.

Ostentação é uma das palavras que definem Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O local, que coleciona luxo e onde estão boa parte dos prédios entre os mais altos do mundo, uniu estas duas características no projeto do Gevora Hotel, inaugurado no início de 2018. Localizado na Avenida Sheikh Zayed, não são apenas os 356 metros de altura da torre que chamam atenção no edifício, que tem no ouro que recobre muitos dos detalhes da decoração, incluindo a porta de entrada do empreendimento, outro de seus destaques.

Fotos: Divulgação.

Um ícone

Foto: Virgile Simon Betrand/Zaha Hadid Architects

Falecida em 2016, a arquiteta iraquiana Zaha Hadid mantém vivo o seu legado de ousadia em formas orgânicas. Prova disso está no Morpheus, hotel futurista inaugurado em meados de 2018 em Macau, China, que leva a assinatura de seu renomado escritório.

Foto: Virgile Simon Betrand/Zaha Hadid Architects

A torre, erguida a partir de um “exoesqueleto” de aço que cobre a pele de vidro do edifício, chama atenção no empreendimento, vazado por três “janelas urbanas”. Com 40 andares e 160 metros de altura, o Morpheus integra a chamada “Cidade dos Sonhos” (City of Dreams), resort que inclui um cassino, dois teatros, um distrito de compras, 20 restaurantes e quatro hotéis.